Sistemas Autônomos (AS): o que são e principais aplicações

Sistemas Autônomos

Um conceito que nasceu junto com a Internet, os sistemas autônomos (autonomous system – AS) estão muito presentes no nos estudos de rede e protocolos de roteamento.

Mas o que realmente significam e quais são suas aplicações na vida real?

Para tirar todas as suas dúvidas, a Visonet fez um resumo com tudo o que você precisa saber. Seja para tirar uma certificação, aprofundar seus conhecimentos ou entender os benefícios corporativos de um AS, este conteúdo é para você!

O que são Sistemas Autônomos (AS)?

De forma técnica, sistemas autônomos são definidos como um grupo de redes IP e gateways sob a mesma política de roteamento. Em ASs, os roteadores executam o mesmo algoritmo.

Compartilhando a mesma gerência técnica, um AS tem gateways livres que escolhem suas rotas de propagação, obtenção e validação de caminhos.

entre diferentes sistemas autônomos, há uma negociação sobre a forma de operação.

Dizemos que este conceito é tão antigo quanto a Internet exatamente porque a rede mundial de computadores é formada por vários sistemas autônomos. Cada SA é único, tem um número associado para identificar trocas de informações e pode ser administrado por diversas companhias.

Essa identificação única é importante, já que restrições de tráfego podem ser utilizadas no roteamento de sistemas autônomos e isso pode envolver regras políticas, econômicas e de segurança.

Todo SA é atribuído por uma entidade reguladora, a IANA (Internet Assigned Numbers Authority). Há também autoridades reguladores diferentes para Europa, Ásia, Pacífico, Américas, África e Caribe, as chamadas RIR (Regional Internet Registry).

Outras organizações trabalham controlando áreas específicas e são responsáveis por atribuir os números de sistemas autônomos às entidades em sua área designada. Estas organizações são chamadas de RIR (Regional Internet Registry).

Protocolos de sistemas autônomos

Sistemas autônomos utilizam protocolos do tipo IGP (Interior Gateway Protocols), já que funcionam no mesmo sistema. No entanto, um AS também podem fazer uso de protocolos EGP (Exterior Gateway Protocols) para fazer a conexão com outros sistemas autônomos.

Tipos de sistemas autônomos

Há três tipos de AS que variam em termos de política operacional e grau de conectividade.

Entenda:

  • Sistema autônomo stub

Tem apenas uma conexão com outro AS.

  • Sistema autônomo multiconectado, multicamadas ou multihomed

Como o próprio nome diz, mantém ligações com outro sistema autônomo, que também podem ser utilizadas para tráfego.

  • Sistema autônomo de trânsito

É utilizado por provedores de serviço de internet — os famosos backbones, que fazem a conexão de uma rede para a outra.

Quais são os principais usos de Autonomous Systems?

Sistemas Autônomos são normalmente utilizados por companhias de grande escala, como multinacionais e universidades. As utilizações vão desde balanceamento de links à necessidade de “conversar” com servidores públicos com IPs válidos.

São casos muito específicos que demandam uma franca avaliação da equipe de tecnologia, já que um sistema autônomo está longe de ser um produto de prateleira.

Como conseguir um AS

Para conseguir ter acesso a um número de AS próprio, a organização precisa de:

  • uma complexidade de rede (necessidade justificada de endereços IPv4);
  • conexões com a internet e/ou link de transporte;
  • estrutura de hardware e software para usar protocolos BGP multihomed;
  • ter capacidade de investir em uma nova estrutura e dar a devida manutenção.

Para pedir um AS e prefixos de IP únicos, você precisa entrar em contato com o Registro. BR ou FAPESP (LACNIC).

E aí, conseguimos tirar suas dúvidas? Se tiver sobrado alguma, é só entrar em contato conosco que responderemos 🙂

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