Tipos De Portos Brasileiros

Os meios de transporte para a distribuição de cargas, tanto no território nacional quanto para outros países, são diversos. Apesar da grande concentração no transporte rodoviário, o transporte através de rios e oceanos é altamente estratégico para governos e empresas.

Portos são as estruturas localizadas na margem de rios, mares ou lagos e constituem um ponto físico de recepção e despacho de mercadorias. Principalmente por sua capacidade de suporte, são núcleos fundamentais para toda a logística e comércio dos países.

No Brasil, que é um país com extensões continentais, possuindo uma enorme malha hidroviária e grande litoral, a existência de portos se faz ainda mais importante.

Mas, você sabia que existem vários tipos de portos? Para conhecer melhor cada um deles, basta continuar a leitura!

Para que servem os portos?

Como dito anteriormente, os portos têm importância extremamente estratégica para as nações, especialmente devido ao volume de carga que podem receber. Entre as principais características e benefícios da existência de zonas portuárias, estão:

·  A capacidade de transportar bens importantes à sociedade, como alimentos;

·  Torna as barreiras e distâncias menores, ao permitir escoamento da produção e dos serviços essenciais à manutenção da economia;

·  Possui custo menor em comparação a outras estruturas de transporte;

·  Induzem o crescimento econômico pela sua capacidade de transporte.

Os tipos de portos

Os portos, em geral, são classificados de acordo com sua localização. Sendo assim, existem os marítimos, localizados às margens dos oceanos; os fluviais, localizados à margem dos rios; os estuarinos e os lacustres, localizados próximos aos lagos.

O sistema portuário brasileiro é organizado de outra forma pelo Governo Federal, sendo classificado por três linhas: quanto à sua localização, quanto à infraestrutura e quanto à sua função.

Sendo o fator de localização substituído pelo tipo de navegação utilizado, por exemplo, o Porto de Santos é um complexo marítimo, uma vez que recebe embarcações por linha oceânica, tal como acontece com o Porto de Manaus, que também é considerado marítimo, mesmo estando localizado a beira de um rio.

Existem três tipos de localização, conforme apontado por Degrassi (2001), sendo:

  • Portos Marítimos ou Costeiros ou Litorâneos: São aqueles que estão em contato com o mar e podem ser subdivididos em Portos Naturais, Portos de Mar Aberto e Portos Abrigados.

O transporte marítimo, costeiro ou litorâneo realiza-se, como o próprio nome indica, no mar, e pode acontecer entre países ou dentro do mesmo país, podendo ser continental ou intercontinental.

  • Portos Lacustres: São aqueles que estão em contato com lagos e com o mar através de canais de navegação.
  • Portos Hidroviários: Localizados em rios.

Há também outras classificações importantes, tais como:

  • Portos Internos ou Naturais: São aqueles localizados dentro de um território, como baías, angras e estuários. Possuem como característica a baixa profundidade de água e, com isso, mais sujeito ao assoreamento. A navegação tende a se assentar e também possui possibilidade de influência de marés.
  • Portos externos: São aqueles localizados na costa, com contato direto com o mar aberto.
  • Portos Off-shore: São aqueles localizados “extra-margem”, ou seja, não estão diretamente ligados à terra, como é o caso das plataformas de extração de petróleo.

Há, ainda, os chamados Portos Secos ou Estação Aduaneira Interior (EADI), que referem-se a um terminal intermodal terrestre, diretamente ligado por estradas, rodovias e/ou linhas férreas.

Os portos no Brasil

A maioria dos portos no Brasil encaixa-se na tipologia de portos costeiros ou litorâneos, sendo comandados, em grande parte, por intermédio do Ministério dos Transportes, criado em 1964. No país há, atualmente, 37 portos públicos.

Entretanto, o sistema também é suscetível a críticas, as quais estão relacionadas, principalmente, à falta de infraestrutura, o que, muitas vezes, ocasiona engarrafamentos ou impossibilita o estacionamento adequado de caminhões, em virtude da falta de vagas. Além disso, a demora para a realização de obras prejudica todo o tráfego de mercadorias.

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